Rio Branco, AC, 11 de setembro de 2026 01:30

42 mulheres já concorreram em chapas presidenciais desde 1989

A participação de mulheres nas eleições presidenciais brasileiras aumentou desde a redemocratização, embora a presença feminina ainda seja inferior à masculina na disputa pelo Palácio do Planalto. Em 2026, sete mulheres estarão nas chapas presidenciais, entre candidatas a presidente e a vice.

O levantamento mostra uma evolução gradual ao longo das eleições. Em 1989, na primeira eleição presidencial após a redemocratização, houve apenas uma mulher como cabeça de chapa. Foi a primeira participação feminina em uma disputa presidencial naquele período.

Em 1994, duas mulheres concorreram como vice-presidentes. Quatro anos depois, em 1998, foram registradas três candidaturas femininas, sendo uma como cabeça de chapa e duas como vice.

Nas eleições de 2002, duas mulheres disputaram o cargo de vice-presidente. Em 2006, o número chegou a três candidaturas, com duas mulheres como cabeças de chapa e uma como vice.

A eleição de 2010 marcou um momento histórico com a eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a Presidência da República. Naquele pleito, duas mulheres foram cabeças de chapa e uma concorreu como vice. Em 2014, Dilma foi novamente eleita, enquanto o número de candidaturas femininas chegou a seis, sendo três para presidente e três para vice.

Em 2018, foram sete mulheres nas chapas presidenciais, com duas candidatas a presidente e cinco a vice. Já em 2022, houve o maior número de mulheres em chapas até então: oito candidaturas, sendo quatro cabeças de chapa e quatro vices.

Para 2026, o levantamento aponta sete mulheres na disputa, sendo duas como candidatas à Presidência e cinco como vice-presidentes. Entre elas estão chapas totalmente femininas, além de mulheres que integram candidaturas encabeçadas por homens.

Desde a redemocratização, 42 mulheres disputaram a eleição presidencial como cabeça de chapa ou vice, sendo 25 candidatas à Presidência e 17 a vice. Em comparação, somente na eleição de 1989 foram registrados 43 homens como candidatos.

Os números mostram que a presença feminina nas eleições presidenciais cresceu ao longo das últimas décadas, mas a participação das mulheres ainda ocorre, em grande parte, em partidos menores e em posições de vice. Em 2026, o cenário mantém essa característica, embora o número de mulheres nas chapas permaneça significativamente maior do que nas primeiras eleições do período democrático.

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