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Estudo aponta que pessoas fumantes têm mais chances de desenvolver depressão

Além dos conhecidos danos aos pulmões, o tabagismo também pode afetar diretamente a saúde mental. É o que aponta um novo estudo liderado por pesquisadores alemães, que identificou maior risco de desenvolvimento de depressão entre fumantes atuais e pessoas que abandonaram o cigarro recentemente, em comparação com indivíduos que nunca tiveram o hábito de fumar.

De acordo com a pesquisa, existe uma relação direta entre a quantidade de cigarros consumidos diariamente e a intensidade dos sintomas depressivos. Os dados indicam que quanto maior o número de cigarros fumados por dia, mais graves tendem a ser os sintomas da depressão. Segundo os pesquisadores, cada cigarro adicional por dia esteve associado a um aumento médio de 0,05 ponto na escala de sintomas depressivos utilizada no estudo.

O trabalho também revelou que o início tardio no tabagismo pode influenciar o momento em que surgem os primeiros sinais da depressão. Conforme os resultados, para cada ano a mais que a pessoa demora para começar a fumar, o primeiro episódio depressivo ocorre, em média, 0,24 ano depois. Apesar desse atraso inicial, o risco da doença ainda se mantém associado ao hábito de fumar.

A pesquisa foi liderada pelo Instituto Central de Saúde Mental, na Alemanha, e publicada em meados de dezembro na revista científica BMC Public Health. Todos os dados analisados foram obtidos por meio da Coorte Nacional Alemã, conhecida como NAKO, considerado o estudo de saúde de maior duração do país.

Os pesquisadores reforçam que os resultados ampliam a compreensão sobre os impactos do tabagismo além das doenças físicas, destacando a importância de políticas públicas e ações de prevenção que considerem também os efeitos do cigarro sobre a saúde mental.