Rio Branco, AC, 6 de maio de 2026 17:04

Caso Master: Vorcaro apresenta proposta de delação premiada à PGR e à PF; saiba próximos passos

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, apresentou na terça-feira (5) uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF). O documento está sob sigilo e marca uma nova fase no processo investigativo que envolve suspeitas de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro no sistema bancário ligado à instituição.

A partir da entrega, PGR e PF passam a analisar o conteúdo da proposta e podem solicitar informações adicionais consideradas necessárias para o avanço das negociações. Os investigadores também podem agendar novos depoimentos de Vorcaro, com o objetivo de detalhar episódios, esclarecer pontos específicos e identificar eventuais envolvidos. Além disso, pessoas citadas pelo banqueiro poderão ser chamadas a prestar esclarecimentos no âmbito das apurações.

Após a análise do conteúdo, será discutida a eventual concessão de benefícios ao delator. Não há prazo definido para a conclusão dessa etapa, e as investigações seguem em curso independentemente da negociação. Caso avance, o acordo ainda precisará ser homologado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, que pode aceitar, solicitar ajustes ou rejeitar a proposta caso identifique irregularidades ou ausência de novos elementos relevantes.

A expectativa é que a eventual colaboração de Vorcaro inclua a citação de políticos e magistrados supostamente envolvidos em relações ilícitas, além de possível indicação de valores a serem devolvidos relacionados ao esquema investigado. O banqueiro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 4 de março, no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master e a tentativa de aquisição pelo Banco Regional de Brasília (BRB). Ele já havia sido preso anteriormente ao tentar deixar o país com destino aos Emirados Árabes Unidos e é suspeito de liderar um esquema financeiro de grande porte, que inclui também acusações de intimidação de testemunhas e acesso indevido a informações sigilosas da investigação.

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