A Venezuela atravessa uma das maiores tragédias de sua história recente após ser atingida, na quarta-feira (24), por dois fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5. As autoridades confirmam ao menos 164 mortes e 971 feridos, em meio a um cenário de destruição generalizada em diferentes regiões do país.
Segundo dados preliminares, os abalos são considerados os mais intensos registrados em território venezuelano em mais de um século. O impacto provocou o colapso de edifícios, danos estruturais severos e deixou diversas áreas sem energia elétrica, exigindo uma ampla mobilização das equipes de resgate.
Os dois tremores ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por dezenas de réplicas, aumentando o temor entre a população e dificultando as operações de salvamento.
Na capital, Caracas, prédios desabaram e ruas ficaram tomadas por escombros. Equipes de emergência trabalharam durante toda a noite na busca por sobreviventes sob os destroços. Já em La Guaira, uma das áreas mais afetadas, moradores relataram destruição em larga escala e cenas de desespero, com o governo local declarando estado de desastre.
O Aeroporto Internacional de Maiquetía teve as operações suspensas após registrar danos estruturais, enquanto falhas no fornecimento de energia e nas redes de comunicação foram registradas em diversas localidades atingidas.
De acordo com o United States Geological Survey (USGS), o evento sísmico foi classificado como uma catástrofe de grandes proporções, com potencial de consequências significativas para a infraestrutura e a população afetada.
Os tremores também foram sentidos em países vizinhos, como a Colômbia, além de cidades do Norte do Brasil, ampliando o alcance do impacto sísmico na região.
Diante da gravidade da situação, governos da América Latina manifestaram solidariedade e anunciaram disposição para enviar ajuda humanitária. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o país avalia formas de apoiar os esforços de reconstrução e assistência às vítimas.
A Venezuela, que já enfrentou eventos sísmicos destrutivos em décadas passadas, não registrava um terremoto dessa magnitude desde o início do século XX, segundo autoridades locais.


