O Conselho Universitário (Consu) da Universidade Federal do Acre (Ufac) aprovou, nesta quarta-feira (15), a resolução que institui o primeiro semestre letivo de 2026 como semestre atípico para os cursos presenciais de graduação do campus Rio Branco. A medida foi adotada em razão da crise no transporte coletivo da capital, que tem dificultado o deslocamento de estudantes até a universidade.
Entre as principais decisões aprovadas está a suspensão das atividades acadêmicas presenciais a partir da publicação da resolução. As aulas só serão retomadas quando houver a circulação mínima de 66 ônibus no sistema de transporte coletivo urbano, condição que será verificada pela Reitoria em conjunto com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Comando de Greve Estudantil, levando em consideração a deliberação da assembleia dos estudantes.
A resolução também estabelece que o semestre atípico não autoriza a substituição das aulas presenciais pelo ensino remoto. No entanto, os professores poderão disponibilizar, de forma complementar e facultativa, recursos pedagógicos mediados por tecnologias, como gravações de aulas, materiais de apoio e plataformas virtuais, sem alterar a modalidade presencial dos cursos.
Outra medida aprovada determina que o primeiro semestre letivo de 2026 não será contabilizado para fins de jubilamento dos estudantes regularmente matriculados nos cursos presenciais do campus Rio Branco. Além disso, os alunos poderão solicitar trancamento total ou parcial da matrícula até o fim do semestre sem prejuízos futuros. Nos casos de trancamento parcial, os pedidos serão convertidos em exclusão das disciplinas, que também não entrarão no cálculo do Coeficiente de Rendimento Acadêmico (CRA).
O texto ainda assegura aos estudantes o direito de realizar todas as avaliações previstas nos planos de ensino e prevê medidas excepcionais para participantes de estágios, projetos de extensão, iniciação científica, monitoria, PET, residência pedagógica e demais programas institucionais, com possibilidade de adequação de cronogramas, flexibilização de prazos e reposição de atividades para evitar prejuízos decorrentes da crise no transporte.
Na justificativa da resolução, o Consu destaca que a decisão foi motivada pela precariedade do transporte coletivo em Rio Branco, marcada por atrasos, redução da frota, longos períodos de espera e dificuldades de acesso ao campus, situação que compromete o direito de ir e vir dos estudantes e o desenvolvimento das atividades acadêmicas.


