O governo dos Estados Unidos oficializou nesta quinta-feira (16) a aplicação de tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros importados pelo país. A medida foi definida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), órgão ligado à administração do presidente Donald Trump, mas prevê uma extensa lista de exceções que deixa milhares de itens livres da cobrança adicional.
Segundo o USTR, mais de 2 mil produtos foram incluídos na relação de isentos. A justificativa para a exclusão envolve fatores como o risco de falta de determinados produtos no mercado norte-americano, possíveis impactos econômicos, ausência de produção suficiente nos EUA ou a avaliação de que a tarifa não contribuiria para os objetivos apresentados pelo governo norte-americano.
Entre os produtos brasileiros que ficaram de fora da tarifa estão carne bovina, pescados, café, laranja, especiarias, vitaminas, medicamentos, insumos farmacêuticos e fontes de energia, como gás natural e querosene utilizado em motores de aeronaves. A lista também contempla componentes da indústria aeronáutica, incluindo peças como cabos, tubos, juntas e propulsores.
Produtos de tecnologia também aparecem entre as exceções, como notebooks, tablets, smartphones, computadores, projetores, scanners, placas de circuito, equipamentos para fabricação de semicondutores e componentes eletrônicos. De acordo com especialistas, apesar da possibilidade de exportação desses itens pelo Brasil, a participação do país nesse mercado nos Estados Unidos é considerada limitada, principalmente pela concorrência internacional e pelos custos de produção. A tarifa norte-americana tem como base a Seção 301, mecanismo usado pelo governo dos EUA para aplicar medidas comerciais contra países que considera adotar práticas prejudiciais à economia americana.


