Celebrado nesta quinta-feira (13), o Dia Internacional do Canhoto chama atenção para uma característica presente em aproximadamente 10% da população mundial. Em números, isso representa cerca de 820 milhões de pessoas que utilizam predominantemente a mão esquerda em atividades como escrever, comer ou praticar esportes.
A data foi criada em 1992 pelo Left-Handers Club, no Reino Unido, com o objetivo de valorizar os canhotos e chamar atenção para dificuldades enfrentadas no cotidiano. Durante muito tempo, inclusive, crianças canhotas eram incentivadas ou até obrigadas a escrever com a mão direita, enquanto hoje a preferência manual é compreendida como uma característica ligada ao desenvolvimento e à lateralização cerebral.
Mesmo sendo minoria, os canhotos estão presentes em diferentes áreas. Entre nomes conhecidos estão Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1; Roberto Carlos, um dos cantores mais conhecidos do Brasil; Bill Gates, cofundador da Microsoft; e Leonardo da Vinci, artista e inventor italiano conhecido por obras como a Mona Lisa.
Uma das curiosidades mais populares é a ideia de que canhotos seriam mais inteligentes ou criativos. Apesar do mito, estudos não mostram uma vantagem intelectual geral em relação aos destros. O que existe são diferenças em alguns padrões de organização e lateralização do cérebro, mas isso não significa que a mão dominante determine inteligência.
Os canhotos também enfrentam pequenas dificuldades em um mundo projetado majoritariamente para destros. Tesouras, carteiras escolares, abridores, instrumentos e até a posição de alguns objetos podem exigir adaptação. Por isso, além da curiosidade, o Dia do Canhoto também serve para lembrar a importância de ambientes e produtos mais inclusivos.

