Rio Branco, AC, 14 de setembro de 2026 22:43

“Ela não para de gritar com as pessoas”, denunciam servidores da CGE, que relatam assédio moral cometido por Mayara Bandeira

O Alerta Cidade recebeu diversas denúncias de servidores que relatam situações de constrangimento, tratamento desrespeitoso e suposto assédio moral atribuídas à controladora-geral do Estado do Acre, Mayara Bandeira, no ambiente de trabalho da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

A reportagem teve acesso a áudios que, segundo os denunciantes, foram gravados durante situações ocorridas no ambiente de trabalho. Nas gravações analisadas pelo Alerta Cidade, é possível ouvir momentos de alteração de voz, gritos e cobranças feitas de maneira ríspida a funcionários.

Os relatos encaminhados ao portal descrevem um ambiente de trabalho marcado, segundo os denunciantes, por medo, constrangimento e pela sensação de inferiorização dos colaboradores.

Servidores ouvidos pela reportagem afirmam que a postura adotada em determinados momentos ultrapassaria os limites de uma cobrança profissional inerente ao exercício de um cargo de chefia. Eles relatam que funcionários seriam tratados como se estivessem à disposição pessoal da gestora, quando a finalidade de qualquer servidor público é, antes de tudo, servir ao Estado e à população.

Os áudios recebidos pelo Alerta Cidade reforçam a necessidade de esclarecimentos sobre a forma como servidores e colaboradores estão sendo tratados dentro de um dos principais órgãos de controle do próprio Governo do Acre.

O exercício de uma função de comando não concede a ninguém autorização para humilhar, constranger ou tratar subordinados de maneira desrespeitosa. Pelo contrário: quanto maior a responsabilidade de um cargo público, maior deve ser o compromisso com a ética, o respeito e a dignidade daqueles que trabalham na administração pública.

As denúncias são ainda mais graves justamente por envolverem a Controladoria-Geral do Estado, instituição responsável por atividades relacionadas à integridade, controle e fiscalização da administração pública estadual. Por isso, qualquer relato envolvendo possíveis abusos dentro do próprio órgão precisa ser apurado com rigor, garantindo tanto a proteção dos denunciantes quanto o direito de manifestação da pessoa citada.

O Alerta Cidade ressalta que os relatos apresentados pelos servidores constituem denúncias e que eventual caracterização jurídica de assédio moral depende da apuração dos fatos pelas autoridades competentes.

A reportagem deixa espaço aberto para que Mayara Bandeira e a Controladoria-Geral do Estado do Acre apresentem seus esclarecimentos e suas versões sobre as denúncias e o conteúdo das gravações.

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