Rio Branco, AC, 7 de setembro de 2026 10:09

“Vaquinhas” eleitorais já arrecadam mais de R$ 10 milhões para campanhas de 2026

Os financiamentos coletivos de campanhas eleitorais, conhecidos como “vaquinhas”, já movimentaram mais de R$ 10 milhões a menos de um mês do primeiro turno das Eleições de 2026. Segundo levantamento divulgado pelo Metrópoles com base em dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o valor total das doações contabilizadas até a publicação da reportagem chegava a R$ 10.337.650,87.

O levantamento aponta que o Missão é o partido que reúne o maior volume de doações destinadas a candidatos, seguido por Novo, PT, PSol e PSB.

Entre os nomes que mais impulsionam os valores está Renan Santos, candidato à Presidência da República e fundador e presidente do Missão. De acordo com os dados disponíveis no TSE, ele registra R$ 1.356.890,21 em doações para a campanha, o maior valor entre os candidatos.

Na plataforma QueroApoiar, responsável pela captação dos recursos por meio de financiamento coletivo, as doações destinadas a Renan Santos já ultrapassam R$ 1,5 milhão. O montante, porém, ainda não havia sido atualizado na página da Justiça Eleitoral no momento da publicação do levantamento.

Novo tem Marcel van Hattem entre os maiores arrecadadores

No Novo, o candidato que mais se destaca pelo volume de recursos é Marcel van Hattem, candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Ele registra R$ 703.672,11 em doações no TSE.

Na plataforma QueroApoiar, o valor destinado à campanha de van Hattem chega a aproximadamente R$ 896 mil.

Já no PT, a maior arrecadação por financiamento coletivo é atribuída a Ana Elisa, candidata a deputada federal por Minas Gerais. Ela aparece com cerca de R$ 106 mil captados na plataforma, enquanto o TSE registra R$ 91 mil recebidos.

Outros candidatos também aparecem entre os que receberam valores expressivos. É o caso de Jones Manoel, candidato a deputado federal por Pernambuco pelo PSol, com R$ 591 mil, e Rodrigo Spada, candidato a deputado federal por São Paulo pelo PSD, com R$ 493 mil.

Financiamento coletivo é permitido desde 2017

O financiamento coletivo para campanhas eleitorais é permitido pela Justiça Eleitoral desde 2017. O mecanismo permite que candidatos recebam doações de pessoas físicas por meio de plataformas específicas, desde que sejam observadas as regras estabelecidas pelo TSE.

De acordo com as normas eleitorais, as campanhas de arrecadação precisam ser realizadas por plataformas previamente autorizadas pela Justiça Eleitoral. As informações sobre os doadores também devem ser encaminhadas ao TSE, acompanhadas de dados pessoais, valor doado e data da contribuição.

As plataformas de financiamento coletivo ainda são obrigadas a disponibilizar, em seus sites, a identificação dos doadores e os respectivos valores doados. Também devem emitir recibo de comprovação para cada contribuição realizada.

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