O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de parte da investigação envolvendo o Banco Master. A decisão ocorreu após um pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que solicitou acesso às informações reunidas pela Polícia Federal no caso.
Mendonça é o relator da investigação e, por isso, tem competência para decidir sobre a manutenção ou retirada do sigilo do processo. Fachin fez a solicitação na noite desta quinta-feira (10) e pediu que o relator encaminhasse um HD com as informações à Presidência do STF e aos demais ministros.
Segundo Fachin, a medida é necessária diante da inclusão, na pauta do plenário, da análise do relatório produzido pela Polícia Federal, que aponta uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A votação está prevista para a próxima terça-feira (15).
Fachin determinou que permanecesse sob sigilo apenas o conteúdo de diligências que ainda necessitem de reserva para serem realizadas.
A retirada do sigilo ocorre em meio à crise no STF envolvendo as investigações sobre o caso Master. No início desta semana, Mendonça já havia retirado o sigilo de parte do material em que aparece o nome de Alexandre de Moraes. O relatório da Polícia Federal aponta uma suposta troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes.
Em uma das conversas, ocorrida em 15 de novembro, dois dias antes da prisão de Vorcaro, o banqueiro teria enviado uma mensagem a Moraes citando o nome de um magistrado da Justiça Federal e perguntando: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.
Fachin decidiu levar o caso ao plenário do STF em 15 de setembro. O ministro afirmou que o colegiado é o órgão competente para analisar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal.


