A defesa do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) tentou alterar a relatoria da investigação que apura suposto direcionamento de emendas parlamentares para a produtora do filme Dark Horse. Atualmente, o caso é relatado pelo ministro Flávio Dino, mas os advogados pediram que a apuração fosse transferida para o ministro André Mendonça.
A justificativa apresentada pela defesa é de que Mendonça já seria responsável por outra investigação relacionada ao filme. O ministro é relator do caso que apura recursos repassados pelo Banco Master para a produção da cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, pelo menos quatro pedidos foram apresentados entre os dias 13 e 29 de julho deste ano. Dois foram direcionados ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e os outros dois ao ministro Flávio Dino.
Na quinta-feira (10), Dino autorizou uma operação contra 29 alvos ligados à investigação sobre o repasse de emendas parlamentares para a produção do filme. A apuração foi atribuída a Dino por ele também ser relator de outros processos envolvendo emendas parlamentares.
Já a investigação relacionada ao caso envolvendo o Banco Master está sob relatoria de André Mendonça. O processo foi encaminhado a ele após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito.
Investigações apuram origem dos recursos
Na investigação relatada por Flávio Dino, é apurado o suposto uso irregular de verbas públicas destinadas à produção do filme. A Polícia Federal investiga se recursos que deveriam ser utilizados na execução de projetos sociais foram desviados, por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB), para financiar a cinebiografia.
No outro processo, sob relatoria de André Mendonça, os investigadores apuram o repasse de milhares de reais feito por Daniel Vorcaro para financiar o filme. A investigação busca esclarecer se os valores envolveram possíveis crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas.


