Quando se fala em crianças e adolescentes, o cuidado precisa ser redobrado. No Acre, esse atendimento ganhou um novo modelo neste ano, com a implantação do primeiro Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente (CAICA), espaço que reúne diferentes serviços voltados ao acolhimento e acompanhamento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência física, psicológica ou moral.
Instalado em maio, o CAICA é gerido pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), e reúne órgãos e serviços que atuam na proteção de crianças e adolescentes. O espaço conta com a atuação do Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente, além de oferecer atendimento psicossocial, espaço de recreação, área para refeições e outros serviços.

De acordo com a coordenadora do CAICA, Emilly Derze, o atendimento também pode ocorrer por demanda espontânea. Isso significa que a própria família ou qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência pode procurar o centro em busca de orientação e atendimento.
“Se você conhece alguma criança ou adolescente que esteja passando por algum tipo de violência, pode procurar o CAICA para receber orientação e atendimento. Aqui, os casos têm atendimento prioritário e a equipe realiza o acompanhamento necessário”, explicou.
Entre os serviços oferecidos está o atendimento psicossocial. A criança ou o adolescente é acompanhado por profissionais especializados, de acordo com as necessidades identificadas em cada caso, com o objetivo de contribuir para a superação dos traumas provocados pela violência.
“No atendimento psicossocial, a criança ou o adolescente é acompanhado pela psicóloga, com sessões de atendimento e acompanhamento contínuo, de acordo com a necessidade de cada caso”, destacou a coordenadora.
Atendimento também às famílias*
O trabalho desenvolvido pelo CAICA também se estende às famílias das vítimas. As equipes de assistência social realizam o acompanhamento e avaliam as condições sociais do núcleo familiar, identificando possíveis situações de vulnerabilidade que possam ser encaminhadas à rede de proteção.
“Nesse acompanhamento, é verificado, por exemplo, se a família está cadastrada no Cadastro Único e se existe alguma situação de vulnerabilidade social que possa ser identificada e encaminhada para os serviços e benefícios disponíveis”, explicou Emilly.
Atendimento integrado
A proposta do CAICA é facilitar o acesso à rede de proteção e evitar que crianças e adolescentes vítimas de violência precisem se deslocar para diferentes locais em busca dos serviços necessários.
No centro, os principais órgãos e atendimentos estão concentrados em um único espaço. Após o acolhimento, a criança ou o adolescente é encaminhado diretamente aos profissionais e serviços responsáveis pelo acompanhamento de cada caso.
A integração busca tornar o atendimento mais humanizado, organizado e acolhedor, contribuindo para a proteção das vítimas e para o enfrentamento das consequências causadas pela violência.


