Caso ocorrido em 2025 volta a ser discutido após coordenadora do curso de Geografia questionar medidas disciplinares adotadas pela universidade contra docente investigado.
Universidade Federal do Acre (Ufac) voltou a ganhar destaque nesta semana. A professora Lucilene Ferreira de Almeida, coordenadora do curso de Geografia, divulgou uma nota de repúdio questionando o resultado dos processos administrativos que investigaram as acusações contra outro docente da instituição.
Os episódios denunciados ocorreram ao longo de 2025 e envolveram a coordenadora, uma estagiária e estudantes, incluindo alunos com deficiência. Entre as acusações mais graves está uma suposta ameaça de estrangulamento que, segundo Lucilene, teria sido registrada em áudio. Em dezembro daquele ano, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Ufac já havia se manifestado publicamente contra atos de violência e desacato registrados no dia 4 de dezembro, demonstrando preocupação com a situação.
Agora, após a conclusão dos procedimentos administrativos, a professora voltou a se manifestar, desta vez para contestar as punições aplicadas. Lucilene afirma que esperava medidas mais rigorosas diante da gravidade dos relatos e destacou que as pessoas envolvidas se sentiram desamparadas durante o processo de investigação.
A Ufac informou que a apuração reconheceu a ocorrência de uma infração disciplinar e resultou na aplicação de penalidades ao servidor investigado, incluindo suspensão com desconto salarial. Apesar disso, a coordenadora considera que as medidas adotadas não correspondem à gravidade das denúncias. Não foi esclarecido, nas informações divulgadas, quais acusações específicas foram consideradas comprovadas pela investigação.
A nova manifestação reacende o debate sobre a segurança de estudantes e profissionais dentro das universidades públicas, além de levantar questionamentos sobre os mecanismos de acolhimento às vítimas e a eficácia das punições administrativas. O caso, embora tenha origem em 2025, ganha um novo capítulo com a contestação dos resultados da investigação e a cobrança por maior rigor na responsabilização de servidores envolvidos em infrações disciplinares.


