Entidades representativas do setor de biocombustíveis defenderam a elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel comercializado no país, passando dos atuais 15% (B15) para 17% (B17). O posicionamento foi formalizado em um documento entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (13), no qual as organizações afirmam que o Brasil reúne condições para avançar na política de ampliação dos biocombustíveis e consolidar sua estratégia de segurança energética.
No manifesto, as entidades argumentam que a proposta está respaldada por um amplo programa de validação técnica, que reúne laboratórios, universidades, fabricantes de motores e veículos, além de representantes da indústria e do governo. Segundo o documento, os ensaios avaliam aspectos como desempenho, durabilidade, emissões e funcionamento de equipamentos, e os resultados obtidos até o momento indicariam viabilidade para a adoção da mistura B17.
As organizações também sustentam que a ampliação da participação do biodiesel pode gerar impactos econômicos positivos ao estimular a cadeia produtiva da soja, ampliar a oferta de farelo utilizado na alimentação animal, incentivar a industrialização do agronegócio e fortalecer programas voltados à agricultura familiar. O texto ainda destaca que a medida contribuiria para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, diminuir as emissões de gases de efeito estufa e aumentar a segurança do abastecimento nacional.
O documento é assinado pela Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Frente Parlamentar do Biodiesel no Congresso Nacional (FPBio) e União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio). Embora as entidades defendam a adoção imediata do B17, a implementação da nova mistura ainda depende de avaliação técnica e de decisão do governo federal, conforme as regras previstas na Lei do Combustível do Futuro.
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