O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que recebeu autorização de um delegado da Polícia Federal (PF) para manter uma pistola em sua residência após uma operação realizada em julho do ano passado.
Segundo Bolsonaro, durante a ação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, todas as armas de sua propriedade foram apreendidas. No entanto, ele relatou que solicitou ao delegado responsável pela operação que deixasse ao menos uma arma em sua casa, alegando a necessidade de garantir a segurança da residência onde vive com três mulheres.
Ainda conforme o depoimento, o delegado da Polícia Federal teria feito uma ligação telefônica para outra pessoa e, posteriormente, autorizado que o ex-presidente permanecesse com a pistola.
A arma mencionada por Bolsonaro é a mesma que foi apreendida recentemente com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Taguatinga.
O depoimento faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal sobre as circunstâncias em que a arma permaneceu na residência do ex-presidente e, posteriormente, foi encontrada em posse do agente do GSI.


