As duas mulheres estavam em frente ao local de votação brasileiro em Varsóvia quando foram fotografadas; o Itamaraty informou que acompanha o caso e oferece assistência consular.
Duas brasileiras procuraram a Embaixada do Brasil em Varsóvia, na Polônia, após se sentirem ameaçadas por uma publicação do eurodeputado polonês Dominik Tarczyński, que pediu informações sobre a identidade delas nas redes sociais. O Ministério das Relações Exteriores confirmou que recebeu o relato das mulheres e informou que o setor consular está à disposição para prestar assistência, caso solicitado.
A fotografia foi feita no domingo (4), em frente ao local de votação brasileiro na capital polonesa, durante o primeiro turno das eleições no Brasil. Na imagem, as mulheres aparecem fazendo com as mãos a letra “L”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma delas também usa um broche vermelho com uma estrela e a sigla do Partido dos Trabalhadores (PT).
Ao publicar a imagem no X, Tarczyński escreveu: “Se alguém tiver informações sobre essas senhoras, por favor, entre em contato por mensagem privada. URGENTE”. A publicação gerou preocupação entre as brasileiras, que buscaram apoio diplomático. Os nomes das duas foram divulgados em relatos sobre o episódio, mas não foram informados pelo Itamaraty em sua nota oficial.
Na Polônia, a legislação proíbe a promoção de ideologias totalitárias, incluindo o comunismo, em razão da experiência histórica do país sob um regime comunista entre 1944 e 1989. A Constituição polonesa veda partidos e organizações que adotem métodos totalitários, e o Código Penal prevê punições para a promoção pública de regimes totalitários. Isso não significa, porém, que qualquer símbolo ou manifestação de apoio a partidos de esquerda seja automaticamente ilegal.


