Entre os 27 estados brasileiros, apenas cinco são governados por mulheres. O Acre integra esse seleto grupo desde o dia 2 de abril deste ano, quando Mailza Assis assumiu o comando do Palácio Rio Branco. Em pouco tempo à frente do Executivo acreano, a gestão já evidencia avanços no fortalecimento do protagonismo feminino e na ampliação da presença de mulheres em espaços de prestígio na administração pública.
Esse momento histórico também se refletiu na Polícia Militar do Acre (PMAC). Do Comando-Geral à equipe responsável pela segurança pessoal da governadora, as decisões adotadas foram pautadas pela ampliação da representatividade e pela presença cada vez maior de mulheres em diferentes áreas da instituição.Governadora destaca a importância do protagonismo feminino na Segurança Pública como uma referência para as novas gerações.
Para a governadora, ver mulheres ocupando espaços de liderança nas forças de segurança do Acre é motivo de muito orgulho e representa uma transformação histórica que vem sendo construída com competência e igualdade de oportunidades.
”Hoje, temos mulheres em funções estratégicas, como o comando-geral da Polícia Militar e a subchefia da Casa Militar, além de profissionais que atuam diariamente com dedicação e disciplina na rotina do governo. Isso mostra para as nossas meninas e jovens acreanas que elas podem estar onde quiserem, inclusive em áreas que por muito tempo foram predominantemente masculinas. Nosso compromisso é continuar fortalecendo políticas de valorização, reconhecimento e incentivo à participação feminina em todos os setores da gestão pública e da segurança institucional.”
Após mais de um século de existência, pela primeira vez a PMAC possui uma comandante-geral. A coronel Marta Renata Freitas chegou ao posto no dia 11 de dezembro de 2024, quando Mailza ainda era vice-governadora. Ao assumir o Estado, optou por mantê-la liderando a corporação.Marta Renata assumiu o comando da PMAC em dezembro de 2024.
“Em estruturas historicamente masculinizadas, como a política e a segurança pública, a ocupação desses espaços por mulheres amplia os horizontes de reconhecimento e legitimidade para outras mulheres. Isso não significa que as desigualdades desapareçam automaticamente, mas rompe com a ideia histórica de que liderança, autoridade e comando pertencem exclusivamente aos homens”, declarou Marta Renata.
Segundo a coronel, dentro da Polícia Militar esse movimento possui um efeito ainda mais profundo, uma vez que as policiais passam a visualizar a possibilidade de ascensão e participação nos espaços de decisão. Para ela, a representatividade vai além da visibilidade, ao promover também a transformação das referências simbólicas de poder.
“Ocupar esse espaço não significa deixar de ser mulher para ser aceita. Infelizmente, nós ainda precisamos provar continuamente nossa legitimidade dentro das instituições. Tivemos avanços, é certo, mas ainda serão necessários mais alguns passos para compreender que competência, autoridade e sensibilidade não são características incompatíveis”, afirmou a comandante-geral.
Assessoria Secom


