Rio Branco, AC, 23 de setembro de 2026 10:41

De faxineiro a presidente do STF: a trajetória de Joaquim Barbosa que entrou para a história


Nascido em Paracatu (MG), ex-ministro construiu carreira no serviço público, chegou ao Supremo em 2003 e se tornou o primeiro ministro negro a presidir a Corte

A trajetória de Joaquim Barbosa até o comando do Supremo Tribunal Federal (STF) começou muito antes de sua chegada à mais alta Corte do país. Nascido em Paracatu (MG), em 7 de outubro de 1954, ele deixou a cidade ainda adolescente e se mudou para Brasília em busca de oportunidades de estudo e trabalho. Aos 16 anos, começou a trabalhar como faxineiro e, posteriormente, atuou como compositor gráfico no Senado Federal.

Joaquim Barbosa com 16 anos


Enquanto construía a carreira profissional, Barbosa avançou na formação acadêmica. Ele se graduou em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), em 1979, e posteriormente fez mestrado e doutorado em Direito Público na Universidade de Paris-II, na França. Também atuou como professor de Direito Constitucional e Direito Administrativo na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

A carreira no serviço público ganhou um novo capítulo em 1984, quando ingressou no Ministério Público Federal (MPF) como procurador da República. Antes disso, havia trabalhado no Ministério das Relações Exteriores e no Serpro. Barbosa permaneceu no MPF até 2003, quando foi indicado para ocupar uma cadeira no STF.

Em 25 de junho de 2003, tomou posse como ministro do Supremo. Nove anos depois, em outubro de 2012, foi eleito pelos demais ministros para presidir a Corte. A posse ocorreu em 22 de novembro daquele ano, quando Barbosa se tornou o primeiro ministro negro a assumir a Presidência do STF.


A passagem pelo Supremo também ficou marcada pela atuação como relator da Ação Penal 470, conhecida como mensalão, processo de grande repercussão nacional. Em 2014, após mais de 11 anos na Corte e 41 anos de serviço público, Barbosa se aposentou antecipadamente.

A história de Joaquim Barbosa se tornou um dos capítulos marcantes da trajetória do Judiciário brasileiro: de uma carreira iniciada em funções administrativas e gráficas no serviço público, ele chegou ao cargo de ministro e, posteriormente, à Presidência do Supremo Tribunal Federal.

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