Rio Branco, AC, 29 de maio de 2024 13:44

Defesa de Tarcísio Araújo, viúvo de Nayara Vilela, diz que não houve crime e acusações de feminicídio são infundadas

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Há exatamente 1 ano o cenário musical do Acre era abalado pela trágica morte da talentosa cantora Nayara Vilela. Após uma investigação meticulosa da Polícia Civil, o viúvo, Tarcísio Araújo, enfrenta um novo capítulo judicial ao ser indiciado por feminicídio.

O fatídico episódio ocorreu em 24 de abril de 2023, quando Nayara Vilela, aos 32 anos, foi encontrada sem vida em sua residência, no bairro Placas, em Rio Branco-AC, vítima de um disparo de arma de fogo no peito. O impacto da tragédia reverberou não apenas no estado do Acre, mas em todo o país, especialmente após a circulação de um vídeo que capturou os momentos de tensão entre a cantora e o esposo, mas que não comprovam estímulo para tirar a vida ou afins, haja vista que não há fatos que indiquem que alguma ideia foi colocada na cabeça da cantora ou estimulado um pensamento pré-existente.

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), sensível à gravidade do caso, ofereceu denúncia contra o empresário pelo crime de feminicídio. Esta medida reflete a determinação das autoridades em buscar justiça para Nayara Vilela e para todas as vítimas de possível violência doméstica.

A complexidade do caso demandou uma minuciosa investigação por parte da Polícia Civil (PC) que analisou detalhadamente os laudos periciais e as circunstâncias que envolveram a morte da cantora.

Agora, com o indiciamento de Tarcísio Araújo o processo avança na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, onde será avaliada a responsabilidade do acusado no desfecho que resultou na morte de Nayara Vilela.

Defesa de Tarcísio

O Advogado Criminalista Dr. Wellington Silva, em entrevista ao Alerta Cidade, foi enfático ao afirmar que não houve crime. “Entendemos que é uma situação delicada, mas obviamente enquanto defesa precisamos deixar claro que não houve crime ao qual Tarcísio foi indiciado. Nem de feminicídio, ou estímulo para tirar a vida. Para afirmar que ele estimulou algo, existe a necessidade de fatores comprobatórios pré existentes. Nayara vivia a vida normalmente, e não há nenhuma registro médico ou psicológico que comprove que ela tinha algum tipo tendências”, pontuou a defesa.

Ainda em conversa com a equipe de reportagens do Alerta Cidade, Silva explicou que se o acusado quisesse a esposa morta, quando ela pegou a arma sem o conhecimento dele, o mesmo não teria ligado para a mãe da cantora, com o intuito dela acalmar a filha. “Se ele quisesse estimular a Nayara a algo, ele não ligaria para à mãe dela, com o intuito de fazer ela acalmar a filha. Essa tese não faz sentido. Ele não estimulou ela, pelo contrário, tentou ajudar”, pontuou o advogado.

O caso deve ir ao Tribunal do Júri em breve, onde Tarcísio poderá ser sentenciado ou inocentado.