A mãe da bebê Helena, de 10 meses, afirmou em depoimento à Polícia Civil que o homem apontado inicialmente como padrasto da criança era, na verdade, um ficante com quem mantinha um relacionamento havia cerca de uma semana. Segundo o relato, ela conheceu o suspeito poucos dias antes da morte da filha e os dois estavam em um apartamento dele, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, onde ocorreu o crime investigado.
À polícia, a mulher contou que foi convidada para uma confraternização no imóvel e levou a bebê ao local. Em determinado momento, percebeu que havia algo errado com a criança e acreditou que ela estivesse engasgada. Helena foi socorrida e levada a uma unidade de saúde, onde morreu. O segundo investigado é primo do homem apontado pela mãe como seu ficante. Ambos foram conduzidos à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca) apresentando sinais de embriaguez.
A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte da bebê. Profissionais da unidade de saúde identificaram indícios de violência sexual, mas a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a investigação ainda busca confirmar essa hipótese por meio dos laudos periciais. A possibilidade de asfixia também é analisada.


