A campanha do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma notícia-crime à Justiça Eleitoral contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). A defesa pede a prisão preventiva do servidor, além de mandado de busca e apreensão de equipamentos eletrônicos.
O caso envolve uma publicação compartilhada por Marques nas redes sociais sobre uma informação falsa que circulou durante a campanha eleitoral. O boato afirmava que Flávio Bolsonaro e o PL pretendiam retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Marques republicou uma mensagem que orientava os usuários a continuar compartilhando o conteúdo e a interromper a divulgação das retratações sobre o caso. A publicação foi posteriormente apagada.
Na representação, os advogados de Flávio afirmam que o compartilhamento teria contribuído para a disseminação da informação falsa e alegam que o servidor continuou divulgando conteúdos relacionados ao episódio mesmo após a retratação e decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A defesa também solicita a preservação dos registros das redes sociais de Marques e a apreensão de celular e computador.
A defesa sustenta ainda que a circulação do conteúdo ocorreu em período eleitoral e pede que sejam investigadas possíveis práticas de divulgação de informação sabidamente falsa, incitação ao crime e associação criminosa. Caso a prisão preventiva não seja determinada, os advogados solicitaram, de forma alternativa, o afastamento de Marques do cargo e restrições ao uso das redes sociais.
O episódio ganhou força depois que o TSE determinou a remoção de publicações que atribuíam a Flávio Bolsonaro ou a familiares dele a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Segundo as informações disponíveis, não há proposta apresentada por Flávio com esse objetivo.
George Marques afirmou que não concorda com o conteúdo da publicação e, segundo relatos divulgados pela imprensa, disse que o compartilhamento teria ocorrido por engano.
Em nota, o Palácio do Planalto contestou a versão apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro e afirmou que o candidato atribui ao governo federal uma manifestação realizada por Marques em caráter pessoal, fora do horário de expediente e utilizando equipamento próprio.


