Um novo episódio de violência foi registrado na região conhecida por disputas agrárias entre os municípios de Boca do Acre e Lábrea, no Amazonas. Um ataque a tiros ocorrido na manhã da última quinta-feira (4), no Ramal do Monte, próximo à colocação 300, resultou na morte de um homem e deixou outras três pessoas gravemente feridas.
De acordo com informações apuradas, as vítimas seguiam em uma caminhonete branca em direção a uma propriedade rural onde pretendiam iniciar a construção de uma residência.
Durante o trajeto, o veículo foi interceptado por criminosos armados, que efetuaram diversos disparos contra os ocupantes.
No veículo estavam Ramon Silva Macedo, de 36 anos; Cleiton de Oliveira, de 40; Antônio Lima, de 48; e Marcio Rogério Barbosa, de 57 anos, conhecido popularmente como “Paulistão”. Todos foram atingidos pelos disparos. Marcio não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do atentado.
Após a ação criminosa, os suspeitos fugiram em direção desconhecida.
Mesmo feridos, os sobreviventes conseguiram pedir ajuda e acionaram a Polícia Militar. As vítimas foram socorridas e encaminhadas inicialmente ao Hospital Geral de Boca do Acre.
Posteriormente, devido à gravidade dos ferimentos, foram transferidas para o Pronto-Socorro de Rio Branco, no Acre, onde deram entrada na madrugada desta sexta-feira (5).
Segundo informações médicas, Cleiton de Oliveira foi atingido por seis tiros, incluindo um disparo na cabeça, mas apresenta quadro clínico estável. Ramon Silva Macedo sofreu nove perfurações nos braços, pernas e costas, sem atingir órgãos vitais, e também permanece estável.
Já Antônio Lima foi o mais gravemente ferido. Ele sofreu um disparo que pode ter atingido os rins e foi encaminhado para o setor de traumatologia, onde deverá passar por procedimento cirúrgico.
O corpo de Marcio Rogério Barbosa aguarda transferência para o Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco, onde será submetido a exame de necropsia antes da liberação para velório e sepultamento.
Amigos relataram que ele era natural de São Paulo e vivia há cerca de duas décadas na Vila Caquetá, localizada na zona rural de Porto Acre.
A região onde ocorreu o atentado é marcada por frequentes conflitos envolvendo posseiros e grandes proprietários rurais. Informações preliminares apontam que o crime pode estar relacionado à disputa e grilagem de terras, prática recorrente na área.
A Polícia Civil de Lábrea instaurou inquérito para investigar a autoria e a motivação do ataque.


