A irmã de Hadassa, mulher trans que sofreu uma violenta agressão no último domingo (25), em Rio Branco, usou as redes sociais para denunciar a gravidade do caso, contestar informações divulgadas pela imprensa e cobrar justiça. Segundo o relato da familiar, a vítima sofreu fraturas no maxilar, no nariz e em uma das regiões dos ouvidos.
Em uma publicação, ela afirmou que a família viveu momentos de desespero e destacou o sofrimento dos pais ao verem a filha hospitalizada e com o rosto gravemente ferido. A familiar também mencionou o clima de tensão no dia da eleição, com ameaças e promessas de violência.
“Não importa o lado político, se foi briga, se foi desavença no trabalho, nada justifica uma crueldade dessa”, declarou.
A irmã de Hadassa criticou informações que, segundo ela, foram divulgadas de forma incorreta sobre o caso. Entre os pontos contestados está a afirmação de que a polícia não teria sido acionada. De acordo com a familiar, a família possui registros das ligações feitas às autoridades.
Ela também negou que Hadassa tenha prestado depoimento naquele momento, afirmando que a vítima não tinha condições físicas de falar após a agressão. Segundo o relato, as informações teriam sido obtidas com uma amiga da mulher, e não com os familiares que estavam no local.
A publicação também questiona o tratamento dado à identidade de gênero da vítima em uma reportagem. A irmã afirmou que Hadassa foi mencionada no masculino ao longo do texto e criticou comentários nas redes sociais que, segundo ela, transformaram a violência sofrida pela família em motivo de deboche e disputas políticas.
“Não tem político no mundo que cure a falta de amor ao próximo”, escreveu.
Ao final do desabafo, a familiar destacou que Hadassa sobreviveu à agressão e alertou para a violência contra pessoas trans e travestis no Brasil. Ela afirmou que a família não pretende se calar diante do ocorrido e cobrou responsabilização pelo crime.
“Hoje a minha irmã está viva por um milagre. Mas amanhã pode ser eu, pode ser você, pode ser um familiar seu. E a gente não vai se calar”, declarou.
Até o momento, as informações sobre a dinâmica da agressão, a identificação de possíveis responsáveis e as circunstâncias do crime precisam ser confirmadas pelas autoridades. As acusações e os questionamentos apresentados nesta matéria têm como base o relato publicado pela irmã da vítima nas redes sociais.


