Rio Branco, AC, 27 de outubro de 2026 15:09

Mais de 368 quilos de carne imprópria para consumo são apreendidos em escolas de Mâncio Lima após fiscalização do MPAC

Alimentos apresentavam mau cheiro, coloração escurecida e problemas de validade; Ministério Público também identificou irregularidades na estrutura e no fornecimento da merenda escolar.

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) apreendeu 368,2 quilos de carne bovina imprópria para consumo humano durante uma fiscalização realizada em cinco escolas de Mâncio Lima, no interior do Acre. A ação ocorreu no dia 21 de outubro e foi divulgada nesta terça-feira (27), após a identificação de irregularidades que poderiam comprometer a segurança alimentar dos estudantes.

Durante as inspeções, foram encontrados produtos com forte odor, coloração escurecida e, em alguns casos, prazo de validade vencido. A fiscalização foi conduzida pelo promotor de Justiça substituto Wanderley Wanzeller, com apoio da Vigilância Sanitária. Todo o material considerado inadequado foi recolhido e encaminhado ao aterro sanitário municipal para descarte.

As inspeções ocorreram nas escolas estaduais Antônio de Oliveira Dantas, Francisco Freire de Carvalho, Belarmino de Mendonça e Primeiro de Maio, além da Escola Diocesana São Francisco. Além dos problemas com a carne, as equipes identificaram deficiências estruturais, falta de computadores, bibliotecas instaladas em espaços inadequados, atrasos no fornecimento de alimentos e reclamações sobre a qualidade da água oferecida aos alunos.

Diante das irregularidades, o Ministério Público instaurou um procedimento administrativo para acompanhar as condições de armazenamento e transporte da merenda escolar. O órgão também determinou a abertura de uma apuração para investigar as circunstâncias do fornecimento da carne imprópria e identificar possíveis responsáveis. Recomendações deverão ser encaminhadas aos gestores das redes de ensino.

O caso levanta preocupações sobre a qualidade da alimentação oferecida aos estudantes da rede pública e reforça a necessidade de fiscalização dos produtos destinados às escolas. As investigações deverão esclarecer a origem dos alimentos, as possíveis falhas no fornecimento e as responsabilidades pelas irregularidades identificadas.

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