Investigação da Polícia Federal apura possíveis movimentações financeiras irregulares; decisão também determina suspensão de passaportes e atividades empresariais do advogado Willer Tomaz.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores do advogado Willer Tomaz, investigado em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, também envolve o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A decisão inclui a suspensão de passaportes e das atividades empresariais do advogado.
De acordo com as informações apresentadas, Willer Tomaz viajou para Miami, nos Estados Unidos, no dia 21 de agosto, pouco depois de uma das fases da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Conforme a decisão mencionada na reportagem, não havia registro de retorno do advogado ao Brasil.
O ministro também determinou que instituições bancárias apresentem, no prazo de 24 horas, informações sobre as contas vinculadas às empresas do investigado, especialmente a Alcazar. A medida busca identificar titulares, antigos e atuais correntistas e possíveis movimentações financeiras relacionadas à investigação.
Ainda segundo informações, a Polícia Federal encontrou um e-mail que apontaria Flávio Bolsonaro como usuário master, função que permite administrar acessos a uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar. A informação integra os elementos mencionados na investigação, mas, isoladamente, não comprova participação em atividade criminosa.
As medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal fazem parte da apuração sobre possíveis irregularidades financeiras. Até o momento, as informações apresentadas não permitem concluir a existência de responsabilidade criminal dos envolvidos, e a investigação deve observar o direito de defesa e a presunção de inocência.


