O Jornalista e escritor deixa legado marcado por reportagens sobre a ditadura, as desigualdades sociais e o assassinato de Chico Mendes no Acre.
O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Segundo informações divulgadas nesta manhã, ele morreu em casa em decorrência de uma pneumonia.
Com mais de seis décadas de carreira, Zuenir se destacou por reportagens e livros que retrataram importantes momentos da história brasileira. Entre suas obras mais conhecidas estão “1968: O ano que não terminou” e “Cidade partida”, que abordou a violência no Rio de Janeiro.
O jornalista também teve uma forte ligação com o Acre. Em 1989, ele foi ao estado para investigar o assassinato do seringueiro e ambientalista Chico Mendes, ocorrido em dezembro de 1988. A série de reportagens “O Acre de Chico Mendes” recebeu os prêmios Esso de Jornalismo e Vladimir Herzog. Anos depois, o trabalho deu origem ao livro “Chico Mendes – Crime e Castigo”.

Zuenir Ventura integrava a Academia Brasileira de Letras desde 2015, quando assumiu a cadeira 32, sucedendo o escritor Ariano Suassuna. Ao longo da carreira, também recebeu prêmios como o Jabuti e um reconhecimento especial da ONU por sua atuação em defesa dos direitos humanos.


