Rio Branco, AC, 22 de setembro de 2026 11:21

Polícia Federal deflagra operações Ptolomeu IV e Umbra; três pessoas são presas e cerca de R$ 1 milhão em espécie é apreendido

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (22), as operações Ptolomeu IV e Umbra, com o objetivo de combater suspeitas de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no Acre, além de investigar uma estrutura que teria sido montada para espionar atividades policiais em benefício de investigados de fases anteriores da Operação Ptolomeu. Logo nas primeiras horas da manhã, agentes da PF estiveram na residência do ex-governador Gladson Camelí, em Rio Branco, onde realizaram buscas e apreensões.

As ações foram realizadas em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e abrangem diferentes linhas de investigação. Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Maringá, no Paraná, e Navegantes, em Santa Catarina. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Durante as diligências, foram apreendidos valores em espécie estimados em aproximadamente R$ 1 milhão. Três pessoas também foram presas em flagrante por posse ilegal de armas de fogo.

Uma das frentes da Operação Ptolomeu IV investiga a contratação da empresa responsável pela construção inicial da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

Auditoria da CGU identificou indícios de superfaturamento por inexecução parcial, com valor estimado em aproximadamente R$ 1,2 milhão. Segundo a apuração, o montante corresponde a serviços que teriam sido medidos e pagos, mas não efetivamente concluídos.

A investigação também identificou indícios de que recursos provenientes de contratos públicos teriam sido desviados para o pagamento de despesas particulares e a concessão de vantagens indevidas a agentes públicos.

A análise das movimentações financeiras da empresa contratada revelou, ainda, um volume expressivo de saques em dinheiro e outras operações consideradas atípicas.

Outra linha de apuração envolve a segunda empresa contratada posteriormente para concluir a obra. Os investigadores identificaram indícios de possível sucessão empresarial e continuidade das práticas suspeitas, além de vínculos entre pessoas relacionadas à nova contratada e empresas investigadas em fases anteriores da Operação Ptolomeu.

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