Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram redução de 27,5 para 16,4 mortes de crianças menores de um ano a cada mil nascidos vivos entre 2002 e 2026.
O Acre apresenta uma redução de 40,4% na taxa de mortalidade infantil ao longo de 24 anos, segundo dados das Projeções da População do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revisadas em 2024. O indicador, que era de 27,5 mortes de crianças menores de um ano a cada mil nascidos vivos em 2002, chega à estimativa de 16,4 em 2026, representando uma queda de 11,1 pontos no período.
Apesar da redução, o Acre ainda apresenta índices superiores aos de outros estados da Região Norte. Rondônia lidera o ranking regional com a menor taxa projetada para 2026, de 11,7 mortes por mil nascidos vivos, seguida por Tocantins, com 12,1, Pará, com 14, e Amazonas, com 15,9. O Amapá registra 18,4, enquanto Roraima apresenta 20,9 mortes por mil nascidos vivos.
O levantamento também revela que a diminuição da mortalidade infantil ocorre em praticamente todo o território brasileiro. Das 27 unidades da Federação, 26 apresentam redução no período analisado. A única exceção é Roraima, onde a taxa passa de 15,3 para 20,9 mortes por mil nascidos vivos. No cenário nacional, Santa Catarina apresenta o menor índice projetado, com 8,5 mortes a cada mil nascidos vivos.
A mortalidade infantil é considerada um dos principais indicadores das condições de saúde de uma população. O índice está relacionado a fatores como acompanhamento pré-natal, assistência durante o parto, vacinação, saneamento básico e acesso aos serviços de saúde. A redução observada no Acre representa um avanço no indicador, mas os números reforçam a importância da continuidade das políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil.


