O Diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues afirmou na terça-feira (2) que a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações “terroristas” causou surpresa dentro da instituição. A declaração foi feita durante entrevista ao canal GloboNews, após o anúncio da medida pelo governo norte-americano.
“De fato, para nós, é uma surpresa termos essa declaração. Enfim, essa afirmação é dos Estados Unidos, de tentar equiparar o crime organizado com terrorismo, que, na nossa avaliação, é um equívoco técnico”, disse Rodrigues.
A classificação foi anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em 28 de maio e inclui grupos como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), que passam a ser enquadrados como organizações “terroristas”, ao lado de cartéis internacionais do narcotráfico.
Apesar da mudança, o diretor-geral da PF afirmou que não haverá impacto nas ações internas da instituição: “Nenhuma medida de um país vai afetar o trabalho interno. Não é nada sobre legislação, não vai alterar os nossos protocolos, os nossos procedimentos de atuação para aquilo que temos feito em relação ao crime organizado”, declarou


