Rio Branco, AC, 23 de outubro de 2026 16:09

Projeto prevê que professores da rede pública possam planejar aulas e corrigir provas em casa

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe garantir aos professores da educação básica pública um período mínimo de planejamento domiciliar para preparar aulas, corrigir provas e realizar outras atividades pedagógicas fora da sala de aula.
O Projeto de Lei 3225/26 cria o chamado “Planejamento Domiciliar Docente”. Pela proposta, professores com jornada de 40 horas semanais terão direito a, no mínimo, quatro horas de trabalho em casa. Para profissionais com jornadas menores, o período será calculado proporcionalmente à carga horária.
O texto altera a Lei do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério, que já estabelece que, no máximo, dois terços da jornada dos professores sejam destinados às atividades de interação com os estudantes. O terço restante é reservado às atividades extraclasse, como correção de exercícios, registros pedagógicos e acompanhamento da aprendizagem.
A proposta é de autoria dos deputados Idilvan Alencar (PSB-CE) e Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP). Na justificativa, os parlamentares argumentam que a qualidade do ensino depende de tempo adequado para organizar as aulas e avaliar o desenvolvimento dos estudantes.
“A proposta não reduz jornada, não diminui o tempo de interação com os estudantes e não substitui o planejamento coletivo. Trata-se apenas de organizar, com maior racionalidade, uma parcela da jornada extraclasse já prevista em lei”, afirmaram os autores.
O planejamento domiciliar deverá contemplar atividades que exigem concentração individual, como elaboração de planos de aula, correção de provas, pesquisa de conteúdos, preenchimento de diários eletrônicos e produção de relatórios sobre os alunos.
O projeto também prevê que estados e municípios tenham autonomia para ampliar o período de trabalho em casa, caso considerem necessário.

Tramitação
O PL 3225/26 será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Educação e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.
Para que a medida entre em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado Federal.
Fonte: Agência Câmara de Notícias.

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