Apesar da tendência de queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil, Rio Branco está entre as nove capitais brasileiras que ainda apresentam crescimento da doença, segundo o mais recente boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta semana.
De acordo com o levantamento, a capital acreana mantém nível de atividade da SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento observada nas últimas semanas. O cenário coloca Rio Branco ao lado de cidades como Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Boa Vista.
O boletim destaca que, em Rio Branco, o aumento dos casos é mais evidente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos de idade. Além disso, a Fiocruz também identificou crescimento das ocorrências entre idosos, grupo considerado mais vulnerável às complicações provocadas pelas doenças respiratórias.
Embora o panorama nacional indique redução dos casos de SRAG, a pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, alerta que a circulação dos vírus respiratórios ainda permanece elevada em diversas regiões do país. Ela reforça a importância da vacinação contra a influenza, especialmente entre os grupos prioritários, por reduzir o risco de hospitalizações e mortes.
A especialista também recomenda que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com idosos, crianças pequenas e indivíduos imunocomprometidos, além de utilizar máscara enquanto apresentarem sintomas, contribuindo para reduzir a transmissão dos vírus.
Nas últimas semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo o principal responsável pelos casos positivos de SRAG no país, seguido pelo rinovírus, Influenza A, Influenza B e pelo vírus da covid-19. Entre os óbitos, a Influenza A permanece como a principal causa.
Desde o início do ano, o Brasil já notificou mais de 109 mil casos de SRAG. A Fiocruz orienta que a população mantenha a vacinação em dia e procure atendimento médico diante do agravamento de sintomas respiratórios, principalmente no caso de crianças, idosos e pessoas com fatores de risco.


