A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio Pinto Barros pelos crimes de associação criminosa e obstrução das investigações sobre as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (21), com os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia acompanhando o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. O colegiado reconheceu a materialidade da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Às vésperas de ser julgado pelo assassinato de Marielle e Anderson no STF, em fevereiro deste ano, o delegado Rivaldo Barbosa já havia sido denunciado pela segunda vez pelo Ministério Público Federal (MPF). Segundo a acusação, ele integrava uma associação criminosa e atuava para dificultar a apuração do duplo homicídio.
Além de Rivaldo, o MPF também denunciou ao STF o delegado Giniton Lages e o comissário da Polícia Civil Marco Antonio Pinto Barros, conhecido como “Marquinhos”.
De acordo com a denúncia, os três são acusados de associação criminosa, obstrução de Justiça na investigação do duplo homicídio e tentativa de homicídio da assessora parlamentar Fernanda Chaves, que sobreviveu ao atentado ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.
O caso das mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes segue sendo acompanhado nacionalmente e é considerado um dos episódios de maior repercussão política e criminal do país nos últimos anos.


