Rio Branco, AC, 12 de agosto de 2026 10:37

SUS passa a oferecer teste para rastreamento do câncer colorretal a partir desta segunda-feira

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer, a partir desta segunda-feira (10), o teste imunoquímico fecal (FIT, na sigla em inglês) na lista de procedimentos disponíveis aos pacientes da rede pública. O exame será utilizado exclusivamente no rastreamento do câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos.

A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União. Segundo o Ministério da Saúde, o procedimento deverá ser realizado a cada dois anos e não será utilizado para investigação diagnóstica de pessoas que apresentem sintomas ou tenham suspeita clínica de câncer.

A inclusão do teste no SUS já havia sido anunciada pelo Ministério da Saúde em maio, como parte de um novo protocolo para o rastreamento do câncer colorretal. De acordo com a pasta, o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

A expectativa é que a disponibilização do exame amplie o acesso à prevenção e à detecção precoce da doença para mais de 40 milhões de brasileiros. Atualmente, o câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais frequente no país, quando são excluídos os tumores de pele não melanoma.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam uma estimativa de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil durante o triênio 2026-2028.

Como funciona o teste

O FIT é realizado a partir de uma amostra de fezes e tem como objetivo identificar pequenas quantidades de sangue oculto, que não podem ser percebidas a olho nu. A presença desse sangue pode estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou ao próprio câncer no intestino.

Diferentemente de métodos mais antigos de pesquisa de sangue oculto nas fezes, o teste imunoquímico utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do exame.

O paciente recebe um kit para realizar a coleta em casa. Após a coleta, o material é encaminhado para análise laboratorial. Se o resultado apontar a presença de sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.

Entre as vantagens do FIT estão a ausência de necessidade de preparo intestinal, a dispensa de dieta restritiva antes da coleta, a possibilidade de realização com apenas uma amostra e o fato de ser um procedimento menos invasivo, características que podem contribuir para uma maior adesão da população ao rastreamento.

Apesar da inclusão do FIT, o Ministério da Saúde destaca que a colonoscopia continua sendo o principal exame para a avaliação do intestino. O procedimento permite visualizar diretamente o cólon e o reto e também possibilita a retirada de pólipos durante o exame, impedindo que algumas lesões evoluam para um câncer.

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