Preso desde março e réu pela morte da esposa, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto afirmou que passou por dois atendimentos psiquiátricos e recebe acompanhamento psicológico no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.
O oficial é acusado da morte da soldado Gisele Alves Santana, encontrada baleada na sala do apartamento onde o casal morava, no centro da capital paulista, em 18 de fevereiro.
Durante depoimento prestado por videoconferência à Corregedoria da Polícia Militar, Geraldo chorou ao falar sobre a morte da esposa e voltou a negar envolvimento no caso. Segundo ele, a cena encontrada no imóvel teria sido a mais traumática presenciada durante os 35 anos em que atua na polícia.
Geraldo sustenta, desde o início, que Gisele tirou a própria vida. O tenente-coronel também relatou que o episódio afetou sua saúde mental e afirmou que ainda não consegue acreditar no que aconteceu.
O militar foi preso em 18 de março, exatamente um mês depois da morte da soldado. A prisão ocorreu após elementos reunidos durante a investigação entrarem em confronto com a versão apresentada por ele.
O depoimento à Corregedoria durou aproximadamente duas horas. Em outro trecho, Geraldo afirmou que sonha com Gisele e que passou a conversar com a esposa durante suas orações.
Apesar das declarações do tenente-coronel, as investigações enfraqueceram a hipótese de suicídio. O oficial permanece preso e responde criminalmente pela morte da esposa. A acusação ainda será analisada pela Justiça, com garantia do direito à defesa e à presunção de inocência.


