Rio Branco, AC, 7 de outubro de 2026 16:07

Tio de Guilherme Boulos morre após atropelamento durante discussão

Carlos Boulos, de 80 anos, permaneceu internado por três dias após o atropelamento; motorista foi indiciado por homicídio doloso e investigação continua

O cirurgião-dentista Carlos Boulos, de 80 anos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, morreu após ser atropelado durante uma discussão de trânsito na Avenida 23 de Maio, região central de São Paulo. A morte encefálica foi confirmada na terça-feira (6), depois de três dias de internação.

O caso ocorreu na noite de sábado (3), após um desentendimento envolvendo os veículos conduzidos por Carlos e pelo outro motorista. Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, Carlos desceu da caminhonete após a ocorrência no trânsito. Em seguida, o outro veículo avançou e o atingiu. Imagens feitas por testemunhas registraram o momento do atropelamento.

Carlos sofreu ferimentos graves e foi encaminhado ao Hospital das Clínicas. Após a confirmação da morte, a investigação, que inicialmente tratava o episódio como tentativa de homicídio, passou a apurar homicídio doloso, quando se considera que houve intenção de matar ou que o autor assumiu o risco de provocar a morte.

O motorista, de 61 anos, prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado para responder em liberdade. A defesa afirma que ele tentou deixar o local por se sentir ameaçado e que não teve intenção de atropelar Carlos. A versão apresentada pelo investigado será confrontada com vídeos, depoimentos, perícias e outros elementos reunidos pela polícia.

Guilherme Boulos lamentou publicamente a morte do tio e afirmou que Carlos foi vítima de uma violência que classificou como “humanamente inexplicável”. A investigação está sob responsabilidade do 5º Distrito Policial, na Aclimação.

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