Rio Branco, AC, 9 de julho de 2026 09:05

Cesta básica sobe em 17 capitais e Rio Branco registra uma das maiores altas do país

O custo da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras durante o mês de junho, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre as maiores variações registradas no período estão Boa Vista, com alta de 3,28%, Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Nas demais capitais e no Distrito Federal, o levantamento apontou redução nos preços.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, todas as capitais pesquisadas apresentaram aumento no custo da cesta básica. As elevações variaram de 4,02%, em São Luís, a 21,48%, em Fortaleza, indicando que a pressão sobre os preços dos alimentos continua presente em diferentes regiões do país.

Entre os produtos que mais influenciaram o resultado de junho está o feijão, que ficou mais caro em todas as cidades analisadas. Segundo o Dieese, a alta é consequência da redução da área cultivada e dos impactos das condições climáticas sobre a primeira e a segunda safras. O levantamento também registrou aumento nos preços do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral.

São Paulo voltou a liderar o ranking da cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 965,47. Em seguida aparecem Cuiabá, com R$ 937,93, Rio de Janeiro, com R$ 920,94, e Florianópolis, com R$ 918,42. Já entre as capitais das regiões Norte e Nordeste que possuem composição diferenciada da cesta, os menores valores foram registrados em Aracaju, São Luís, Maceió e Natal.

Com base no valor da cesta básica de São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para atender às despesas de uma família com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência deveria ser de R$ 8.110,92 em junho. O valor corresponde a cerca de cinco vezes o salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.621, evidenciando a diferença entre o rendimento oficial e o custo estimado para suprir as necessidades básicas de uma família.

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