As Missões de Observação Eleitoral (MOEs) que acompanharam o 1º turno das Eleições Gerais de 2026 destacaram a organização do pleito, a transparência dos procedimentos e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. As avaliações constam de relatórios preliminares elaborados após o acompanhamento de diferentes etapas do processo eleitoral, desde a preparação das urnas até a totalização dos votos.
A presença das missões nacionais e internacionais integra as ações de transparência eleitoral adotadas pela Justiça Eleitoral brasileira. Por meio da observação independente, representantes de instituições e organismos credenciados têm acesso às etapas do processo, acompanham procedimentos de auditoria e fiscalização e, ao final, apresentam avaliações e recomendações que podem contribuir para o aperfeiçoamento das eleições.
No 1º turno, o processo foi acompanhado por missões internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Parlamento do Mercosul (Parlasul), da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP), do Carter Center, União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e da Liga dos Estados Árabes. Entre as diversas missões nacionais que acompanharam o pleito, estão a Transparência Eleitoral Brasil, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Universidade Federal da Integração Latino-Americana e do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito Internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Nepedi/Uerj).
OEA destaca a capacidade da Justiça Eleitoral
Em relatório divulgado nesta terça-feira (6), a Missão da OEA reconheceu o trabalho da Justiça Eleitoral e avaliou que a votação de 4 de outubro ocorreu de maneira organizada e sem incidentes de maior gravidade. A missão contou com 91 observadoras e observadores de 23 nacionalidades. A entidade destacou a capacidade técnica, logística e operacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) para conduzir eleições de grande dimensão.
Observadores da OEA visitaram um total de 831 seções eleitorais em 371 locais de votação no Distrito Federal e em 22 estados.Além disso, no dia da eleição, estiveram presentes em seis cidades no exterior.
Os integrantes da missão acompanharam a votação desde a emissão da zerésima até o encerramento das urnas, além da transmissão e da divulgação dos resultados. A OEA também ressaltou avanços como a ampliação da biometria, os serviços digitais oferecidos ao eleitorado e os mecanismos de auditoria do sistema eletrônico de votação, entre eles o Teste Público de Segurança e os Testes de Integridade realizados no dia da eleição.
Segundo a organização, mesmo diante da interrupção temporária na atualização do portal de resultados, os especialistas da missão constataram que o sistema de totalização permaneceu funcionando continuamente e não foi comprometido. Para a OEA, a eficiência da apuração e da divulgação dos resultados contribui para fortalecer a transparência e a confiança no processo democrático brasileiro.
Sistema eletrônico recebe avaliação positiva das missões internacionais
O sistema eletrônico de votação também recebeu avaliação positiva das demais missões internacionais. O Parlasul afirmou ter constatado a “solidez técnica” do sistema eleitoral brasileiro e destacou a existência de múltiplas camadas de controle e verificação, entre elas a emissão da zerésima e o Teste de Integridade. Segundo a missão, a abertura desses procedimentos à fiscalização de partidos, organizações da sociedade civil e observadores reforça o caráter transparente e verificável do processo.
O Parlasul destacou ainda a atitude cívica dos brasileiros, que compareceram às urnas de maneira ordeira e pacífica, o trabalho das mesárias e dos mesários e dos servidores da Justiça Eleitoral. A entidade informou também ter desempenhado suas funções de observação com autonomia e independência em relação às autoridades eleitorais e às demais autoridades públicas brasileiras.
O Carter Center, por sua vez, classificou o pleito como bem organizado e transparente. Entre as observações iniciais, a instituição considerou que o investimento contínuo do Brasil em tecnologia eleitoral resultou em uma experiência de votação robusta e inclusiva, com divulgação dos resultados poucas horas após o encerramento da votação.
A missão da Rojae-CPLP concluiu que o 1º turno ocorreu de forma organizada, em conformidade com a legislação brasileira e com os padrões internacionais de observação eleitoral. A entidade afirmou que o sistema eletrônico de votação se mostrou seguro, confiável e transparente, sem registros de ocorrências que colocassem em dúvida a autenticidade dos resultados. Os observadores dos países de língua portuguesa também destacaram o caráter pacífico e ordeiro da votação e a condução do processo pela Justiça Eleitoral.
Já a Missão da Liga dos Estados Árabes acompanhou diferentes procedimentos do processo de votação, desde a abertura até o fechamento das seções eleitorais, em diversas áreas de Brasília. Segundo o relatório do organismo, a votação ocorreu de forma clara, organizada e disciplinada. A missão destacou que os procedimentos adotados nos locais de votação permitiram às eleitoras e aos eleitores exercer o direito ao voto de forma organizada e com garantia de seu sigilo.
Assessoria TRE


