Região registrou 55,7 mil casos e 77 mortes em 2026; eventos religiosos com grande concentração de pessoas aumentam o risco de propagação do vírus.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou nesta sexta-feira (9) que o risco de transmissão do sarampo nas Américas permanece muito alto. Entre janeiro e 3 de outubro de 2026, foram confirmados 55.792 casos e 77 mortes em 17 países e territórios, número 4,8 vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025. A preocupação aumenta com a realização de grandes eventos religiosos na América do Sul, que devem intensificar as viagens e a circulação de pessoas.
Guatemala, México, Estados Unidos, Peru e Canadá concentram 99,5% dos casos confirmados na região. O Brasil também registrou ocorrências. Segundo a OPAS, pessoas infectadas podem transmitir o vírus antes do aparecimento das manchas vermelhas na pele, o que facilita a propagação em locais com grande concentração de participantes e entre viajantes de diferentes cidades e países.
A vacinação é a principal forma de prevenir a doença, mas a cobertura regional ainda está abaixo do necessário para evitar surtos. Em 2025, 88% da população recebeu a primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, enquanto 85% recebeu a segunda. A meta recomendada é de pelo menos 95% nas duas doses. A organização estima que 1,6 milhão de crianças nas Américas não tenham recebido nenhuma dose contra o sarampo em 2025.
A OPAS recomenda que as pessoas verifiquem a situação vacinal antes de viajar ou participar de eventos com grande público. Quem não tiver comprovante de vacinação deve procurar um serviço de saúde para receber orientação; para pessoas a partir dos seis meses de idade, a organização recomenda uma dose antes da viagem ou do evento, preferencialmente com pelo menos duas semanas de antecedência. A entidade também pede aos países que ampliem a vacinação, reforcem a vigilância epidemiológica e mantenham equipes preparadas para identificar casos e conter possíveis surtos.


