Dados do Ministério da Justiça revelam que o Acre registra, em média, mais de um desaparecimento por dia; homens adultos são maioria entre os casos.
O Acre contabiliza 361 registros de desaparecimento nos primeiros nove meses de 2026, sendo 108 envolvendo crianças e adolescentes de até 17 anos. Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e foram divulgados neste sábado (24). O levantamento revela que, entre janeiro e setembro, o estado registra uma média de 1,3 desaparecimento por dia.
Os números mostram que os homens representam a maior parte das ocorrências, com 212 registros, o equivalente a 58,7% do total. As mulheres aparecem em 130 casos, enquanto outros 19 não possuem identificação de sexo. Em relação à idade, 232 desaparecimentos envolvem adultos, 108 são de menores de 18 anos e 21 não apresentam informações sobre a faixa etária.
Abril é o mês com mais desaparecimentos no Acre, somando 48 ocorrências, seguido de agosto, com 47, e maio, com 44. Fevereiro contabiliza 43 registros, julho apresenta 41, março e junho somam 36 cada, enquanto janeiro e setembro registram 33 casos. O levantamento também informa uma taxa de 54,22 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes no estado.
Entre os estados da Região Norte, o Acre apresenta o menor número absoluto de registros. O Pará ocupa a primeira posição, com 1.176 desaparecimentos, seguido pelo Amazonas (827), Rondônia (705), Tocantins (459), Amapá (422) e Roraima (373). Apesar disso, os dados evidenciam a dimensão do problema no território acreano, especialmente pela presença de crianças e adolescentes entre as ocorrências.


