Rio Branco, AC, 11 de julho de 2026 10:46

Pecuaristas rejeitam mudanças exigidas pela União Europeia sobre uso de antimicrobianos na carne brasileira

Representantes de 14 associações nacionais e estaduais de pecuaristas afirmam que o Brasil não deve adotar integralmente as exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal para manter as exportações de carne ao bloco. As entidades defendem que a utilização dessas substâncias siga critérios científicos e alegam que o país possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos do mundo.

A União Europeia determinou que o Brasil apresente adequações nos protocolos de uso de antimicrobianos até 3 de setembro, data em que poderá entrar em vigor uma restrição à entrada de carnes brasileiras no mercado europeu. A legislação do bloco proíbe o uso desses medicamentos com a finalidade de estimular o crescimento ou aumentar o rendimento dos animais. O governo brasileiro negocia com o setor alternativas para evitar o bloqueio das exportações.

Em nota, as associações afirmaram que os antimicrobianos, quando utilizados de forma responsável, contribuem para a saúde e o bem-estar dos animais, além de melhorar a eficiência dos rebanhos. Os representantes do setor também criticaram a possibilidade de transformar uma exigência comercial europeia em uma regra para toda a pecuária brasileira, argumentando que a medida poderia aumentar custos, burocracias e comprometer a competitividade dos produtores.

A União Europeia é um dos principais mercados compradores de carnes do Brasil, com US$ 2,026 bilhões em importações dos setores afetados em 2025. Entre os produtos mais expostos estão a carne bovina, que movimentou US$ 1,064 bilhão, e a carne de aves, com US$ 781,4 milhões. O governo avalia que as negociações devem avançar para evitar o bloqueio, enquanto parte dos pecuaristas considera as exigências europeias uma possível barreira comercial.

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